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Enquanto os ministros da Corte discutiam o futuro da pesquisa com células-tronco no plenário, o evangélico Matheus Sathler fez protestos em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira(28)
- Eu vou trazer ex-paraplégicos que foram curados para vocês verem. Se quiserem andar, é só ter fé em Deus. Eu amo vocês e preciso dizer que existe uma manipulação por trás disso. Eu não sou pastor e não vivo de dízimo, mas está tendo ofensa ao credo. Há um começo de perseguição religiosa. Eu vim alertar que existe uma manipulação e ela está sendo financiada pela mídia – disse Sathler, que se declarou “advogado voluntário” da Frente Parlamentar Evangélica.
Apesar da manifestação o ministro Carlos Alberto Direito, deu seu voto favorável à pesquisa com células-tronco de embriões, mas definiu uma série de condições para que esse trabalho possa ocorrer. Em seu voto, Direito considerou importante que as pesquisas, antes de serem realizadas, sejam submetidas a um controle federal por um órgão ainda a ser criado e a ser integrado por profissionais da área do direito, sociologia, teologia, entre outros. Carlos Alberto Direito também manifestou-se favorável às pesquisas desde que não se destrua o embrião.
Stevens Rehen, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista no estudo de diferenciação neural de células-tronco embrionárias diz que a limitação dos estudos com células-tronco embrionárias a procedimentos que não destruam o embrião oferece “sério empecilho às pesquisas” principalmente no Brasil.
Segundo Rehen apenas um laboratório no mundo já conseguiu realizar com sucesso o procedimento – que retira apenas uma célula do embrião para a pesquisa, mantendo o organismo intacto – e, portanto, não há garantias de que os laboratórios brasileiros consigam reproduzir a técnica. “Nós não conseguimos nem trabalhar com embriões a serem destruídos no final do processo, eu mesmo trabalho com colônias importadas, imagina desenvolver uma técnica ainda incerta. Isso certamente seria um atraso para as pesquisas.”
Além disso, o pesquisador ressaltou que seria extremamente improvável que esses embriões chegassem a ser implantados no útero. “Pensando em termos práticos, qual embrião um casal escolheria para implantar: um que foi manipulado ou qualquer outro? No fim das contas, esses embriões manipulados ficariam congelados”, afirmou.
Saiba o que são células tronco embrionárias:
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Post indicado por Jean Carlo (Fonte: Diário Catarinense, Estadão e O Globo)