Por Dionatan Zibetti

Com certeza um dos assuntos mais polêmicos e de maior controvérsia da igreja cristã. Seque aqui a minha opinião sobre o assunto. Não significa que esta seja a verdade a ser seguida, mas este é o meu ponto de vista. Espero receber outras opiniões. Envie um email dizendo qual é seu ponto de vista para dionatan@gmail.com ou comente aqui no blog. Abraços a todos.

Como era dado o dízimo no Antigo Testamento?

O costume de dar o dízimo não se originou com a lei mosaica. Em Gênesis 14 vemos que depois de Abraão ter socorrido Ló, na batalha dos reis, ele recebeu visita de dois reis. O primeiro foi o rei de Sodoma, que veio para expressar sua gratidão, e o segundo foi Melquisedeque, o rei de Salém, que veio abençoá-lo e (v 17-20) e Abraão lhe deu o dízimo de seus despojos.

De todos os Judeus foi requerido que pagassem dízimos da semente da terra, o fruto da árvore, a erva e o rebanho (Lev 27.30-32). Esste dízimo não está relacionado a dinheiro. Somente o dízimo que Abraão deu a Melquisedeque estava relacionado a bens materiais, aos lucros que ele adquiriu quando venceu a batalha dos reis.

Os Judeus deviam entregar seus dízimos aos levitas (Nm 18.21s). que cuidavam do templo (Nm 18.21-24), que por sua vez apresentavam “uma oferta alçada ao Senhor” que representava o dizimo dos dízimos (Nm 18.26), que tinham de ser dados ao sacerdote, conforme Num18: 25-28. (ver também Ne 10.39).

Os dízimos deveriam ser levados ao lugar que o Senhor escolher (Dt 12.5s, 17s), isto é Jerusalém e seu oferecimento deveria tomar a forma de uma refeição ritual, em que o levita também tomava parte (Dt 12.7-12). Em cada terceiro ano o dizimo deveria ser oferecido na própria localidade do dizimista para que os mais necessitados também comessem e se saciassem (Dt 14.28s).

Esta era a prescrição da Lei. Lei esta que Jesus Cristo nos libertou através de seu nascimento, morte e Ressurreição. O sacerdócio levítico acabou, “se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico (pois nele baseado o povo recebeu a lei), que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei” (Hb. 7:11-12). “O sacerdócio levitico acabou, mudou-se a lei, o sacerdote agora é o Senhor Jesus” (Hb. 7:11-19). “Concluímos, que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à Lei”. Rm.3:28. “E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé”. Gl.3:11. “Não anulo a graça de Deus; porque, se a justiça vem pela lei, Cristo morreu inutilmente”. Gl.2:21. “Vocês que procuram ser justificados pela Lei, separaram-se de Cristo, caíram da graça.”. Gl.5:4.

O que isso para a igreja de Cristo?

A Lei que Obrigava os judeus a darem os dízimos da semente da terra, o fruto da árvore, a erva e o rebanho como prescreve a Lei de Moisés não existe mais. Estamos libertos deste ritual. Porém, devemos lembrar que Abraão deu dízimo de seus despojos a Melquisedeque, antes mesmo da Lei de Moisés ter originado.

Jesus identificou Melquisedeque como sendo o Messias (Mc 12.35s), Se Jesus é o Messias, então ele é “sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque”. Conforme aclamado no Salmo 110.4. Essa é a conclusão que teve o escritor da epístola aos Hebreus, declarando a superioridade de Melquisedeque sobre Abraão, e por causa disso, ficou estabelecida a superioridade de Cristo e de Sua nova ordem, sobre a ordem levítica dos tempos do Antigo Testamento. (ver Hb 5.6-11, 6.20-7.28).

Com essa conclusão dada por Paulo, então o dízimo dos lucros que Abraão deu a Melquisedeque, representa claramente o príncipio sobre dízimo na nova ordem do Novo Testamento.

Melquisedeque é superior a Abraão, Cristo e Sua nova ordem, é superior a ordem levítica dos tempos do Antigo Testamento. (ver Hb 5.6-11, 6.20-7.28). Portanto os Dízimos de nossos lucros passam a pertencer ao Senhor Jesus, A igreja cristão, que agora recebe os dízimos, não mais sobre os 10% da produção dos filhos de Israel, mas sobre 10% dos rendimentos Filhos de Deus, para mantimento e conservação do templo.

O dízimo de Abraão apareceu, na história do povo de Deus, 400 anos antes da lei. Abraão pagou dízimo quando estava na incircuncisão, isto é, quando ainda era gentio. portanto o dízimo nada tem haver com a lei no tocante a sua origem, pois surgiu muito antes dela. Arranque-se da Bíblia todo o conteúdo da lei e ainda fica o Dízimo, na sua íntegra exatamente na parte que nos toca a fé e a justiça de Abraão, de quem, espiritualmente, descendemos.

O Significado Melquisedeque no Antigo Testamento está em seu sacerdócio universal e ilimitado, mostrado em Hebreus 7.3, em seu duplo ofício de “rei-sacerdote, e em seu nome (Hb 7.1-2). Ao dar o dízimo a Melquisedeque, Abraão reconheceu que Deus era o verdadeiro Deus, e que o sacerdócio de Melquisedeque era verdadeiro e eterno.

O Senhor Jesus Cristo nos mandou entregar os dízimos?

Jesus não foi contra a cobrança legal Dízimo, nem a favor, mas sim indiferente. Ele advertiu aos Judeus a continuar dizimando. Porém não mais como o preceito mais importante a ser seguido. Em Mateus 23.23 Jesus falou aos fariseus. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dizimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciados os preceitos, mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas cousas, sem omitir aquelas”. Mt. 23:23.

Jesus deixou claro que Ele vaio para cumprir a Lei, e libertar seu povo de todo o cerimonial exigido pela Lei. “Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim revogar, vim para cumprir” Mt. 5:17. “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” Mt. 5:18. Jesus cumpriu toda a lei. “Porque o fim da Lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”. Rm. 10:4.

A Lei do dízimo conforme exigida na Lei acabou, mas a igreja agora segue o exemplo de dizimar conforme fez Abraão a Melquisedeque. Não como o mandamento mais importante a ser seguido e quanto à obrigatoriedade, o princípio supera a regra. Paulo diz aos Romanos que “a força do pecado está na lei”, ou seja, posso dizimar por obrigatoriedade, mas com o coração distante ou com outras motivações. O princípio, neste caso, não é cumprido, pois as intenções do coração se divergem do ato externo. E a incompatibilidade entre o interno e o externo foi à principal crítica de Jesus aos hipócritas e fariseus de seu tempo. Como disse Jesus: “Os preceitos, mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé”.

Em Atos também podemos ver exemplos de como os primeiros cristãos ofertavam.

“Todos os que creram estavam juntos e tinha tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”. At. 2:44-45. Até Barnabé que era levita e que segundo a Lei tinha direito de receber os dízimos não os recebia, pelo contrário, ofertava aos apóstolos, provando assim mais uma vez que essa Lei chegara ao fim. “José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre, como tinha um campo, vendendo-o, trouxe o valor e o depositou aos pés dos apóstolos”. At. 4:36-37.

“Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria”. II Co. 9:7 .

A contribuição deve ser feita de forma voluntária, com alegria e devoção a Deus. “Porém agora estamos livres da lei porque já morremos para aquilo que nos mantinha prisioneiros. Por isso somos livres para servir a Deus não da maneira antiga, obedecendo à lei escrita, mas da maneira nova, obedecendo ao Espírito de Deus. Rm 7:6

“Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for”. I Co.16:1-2. O apóstolo Paulo nunca mandou ninguém fazer sacrifícios, leia acima: “conforme a sua prosperidade”.

Ofertar traz prosperidade?

Esse também é um motivo em que muita gente erra. O contribuir espontaneamente para obra do senhor é recompensado por tesouros celestiais. Preferirias tu ter seu tesouro na terra, onde perecerá, ou no céu, onde o gozarás eternamente? Porém muita gente se esquece de lembrar que levar ofertas até o altar tendo alguma coisa contra o seu irmão de nada aproveitará. “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta”. Mt. 5:23-24 .

Leia também :Provérbios 11:24-25, Mateus 6:19-21, Lucas 12:33

“Mande que façam o bem, que sejam ricos em boas ações, que sejam generosos e estejam prontos para repartir com os outros aquilo que eles têm. Desse modo eles juntarão para si mesmos um tesouro que será uma base firme para o futuro. E assim conseguirão receber a vida, a verdadeira vida.” 1 Timóteo 6:18-19.

O dizimo não é mais uma obrigação, mas um preceito, e a oferta muito menos deve ser dada por interesse. Afirmações como: “Vou dar o dizimo para não ficar desempregado, vou dar o dizimo para eu não ser castigado por Deus, Vou dar o dizimo para ficar rico, prosperar financeiramente” são afirmações erronias e rejeitadas por Deus. A Oferta deve ser dada com gratidão sem se pensar em qualquer tipo de retorno da parte de Deus e não deve ser dado simplesmente por medo de não ser abençoado.

Quem Malaquias chama de ladrão por causa do dizimo?

Para estudar a professia de Malaquias, devemos comparar com a história de Neemias. Depois de reconstruir os muros de Jerusalém em 52 dias e fazer a renovação da aliança mosaica em 444 a.C., Neemias volta à corte de Artaxerxes e permanece na Babilônia por 12 anos. Durante sua ausência o sumo sacerdote Eliasibe tomou algumas salas de depósito do Templo e transformou em apartamento para Tobias, que é amonita (Nee 2.19; Dt 23.4) e isso não agradou o povo que acabou deixando de lado a Lei de Deus.

Foi neste período que Malaquias profetizou (432 a.C.) e denunciou essa indiferença e pregou contra essas práticas. “E agora essa advertência é para vocês, ó sacerdotes. Se vocês não derem ouvidos e não se dispuserem a honrar o meu nome… lançarei maldições sobre vocês… Vocês se desviaram do caminho e pelo seu ensino causaram a queda de muita gente; vocês quebraram a aliança de Levi, diz o Senhor dos Exércitos. (Ver Malaquias 2.-19).

Suas palavras foram dirigidas também ao povo e desprezadas pelos sacerdotes. Visto como as câmaras tinham sido usadas como aposentos para Tobias, o povo já não estava mais contribuindo para o templo. No capítulo 3 o Senhor pede ao povo, que continue a dizimar em sua casa para que não falta mantimentos, pois essa atitude fez com que os levitas para poderem se sustentar voltassem para suas fazendas e abandonassem o templo de Deus (Neemias 13:10-11). Para isso, Malaquias advertiu o povo de que a falta de dar os dízimos era o mesmo que roubar ao Senhor, e fez promessas ao povo que voltasse a dizimar e ofertar, e Deus fez uma promessa aos Judeus que abriria portas no céu para derramar bênçãos sem medidas. Porém, apesar das advertências de Malaquias, somente quando Neemias voltou a Jerusalém em 430 a.C., os erros foram corrigidos conforme Nee 13.10-11.

Quem é o “devorador” que a Bíblia fala?

Outra coisa que devemos lembrar é que existe um espírito chamado devorador e que muitos pregam por engano que a única maneira de expulsar o espírito devorador da vida dos cristãos é entregando os dízimos e as ofertas conforme Malaquias 3:10,11.

Como já mencionamos, o dízimo não é investimento que traz retorno da mesma espécie. Também não é moeda de troca com Deus, do tipo: “eu dou o dízimo e o Senhor me retribui com prosperidade”. Também não é escudo contra o mal em nossas vidas.

Porém quando ofertamos espontaneamente ou devolvemos o dízimo de nossas rendas como gratidão a Deus, estamos adorando o Senhor, reconhecendo, na prática, que Ele tem cuidado de nós e continuará cuidando. Com isso adquirimos sabedoria e temor do Senhor, o que é muito mais valioso que qualquer bem material. O homem rico, sem Deus é pior que o pobre com Deus. Qual é o fim do milionário que morre sem o Temor de Deus no coração?

O gafanhoto devorador, na maioria das vezes, nada mais é do que conseqüência de decisões e atos errados de nossa parte, que nos trazem prejuízos. Por exemplo: Compras mal feita ou por impulso; falência ou perda de bens por imprudência, divórcios, doenças, acidentes, etc., tudo conseqüência da falta de sabedoria e temor do Senhor.

Em alguns casos o gafanhoto devorador pode também ser obra de Satanás, mas ainda assim decorrente, principalmente, do pecado e da infidelidade espiritual, que é a iniqüidade. Quando o homem anda em retidão junto ao Senhor, é Ele próprio quem luta e derrota nossos inimigos, inclusive o devorador: “Se vocês lhe obedecerem e fizerem tudo o que ele mandar, eu lutarei contra todos os inimigos de vocês.” (Ex 23:22).

Jesus Cristo disse “Eis que vos dou poder, e tu pisaras TODA obra (poder) de Satanás”. A autoridade que Jesus nos deu sobre as obras de Satanás está no contexto do evangelismo. Quando estamos fazendo a vontade de Deus, isto é, pregando o Evangelho a toda criatura, anunciando o Reino de Deus, temos este poder e somos guardados por Deus. Importante, porém, é saber que esta proteção refere-se à nossa própria salvação e não a coisas materiais, porque isso não tem valor para Deus.

Há muitas pessoas que crêem que deixando seus dízimos todos os meses na igreja estarão protegendo todos os seus bens do devorador e se decepcionam ao baterem seus carros ou serem roubados ou qualquer outra coisa do gênero. Pensar dessa forma é um verdadeiro engano do qual as pessoas devem ser alertadas para não perderem sua fé diante dessas situações. Paulo, o discípulo mais fervoroso de Jesus, freqüentemente passava necessidades, fome, frio, nudez, perigos de toda espécie, mas a sua salvação foi garantida porque ele foi fiel. Os discípulos de Jesus, freqüentemente, não tinham dinheiro nem mesmo para dar uma esmola aos pobres, como a Bíblia relata em Atos cap.3

Conclusão.

O tema “dízimo” continua sendo alvo de muitas e clássicas controvérsias geralmente de procedência hermenêutica, ou seja, má interpretação do texto bíblico. Nossa vida espontânea diante de Deus deve superar a regra com base na consciência e principalmente, na voluntariedade.

Eu acredito que hoje podemos ir além do dízimo em virtude da gratidão e crescente consciência em Deus em nós. Precisamos fazer a obra, construir igrejas para acolher as pessoas que precisam ouvir a palavra de Deus. Todo investimento feito na obra é bem aproveitado. Uma igreja bem construída e confortável é um benefício que será desfrutado por nós e por nossos filhos. É um patrimônio nosso que será deixado para nossas futuras gerações.

Devemos lembrar também que a igreja tem gastos com Conta de luz, água, aluguel, acentos, pintura, impostos, sexta básica aos mais pobres, construção de novas igrejas e o sustento dos missionários no campo. Uma igreja de porte médio não se mantém em pé com menos de 10 mil reais por mês considerando os gastos expostos acima.

Para finalizar, leia a promessa feita aos gentios: “Prevendo as escrituras que Deus justificaria os gentios pela fé, anunciou primeiro as boas novas a Abraão: Por meio de você todos os povos serão abençoados, assim os que são da fé são abençoados junto com Abraão, homem de fé.” Gl. 3:8-9.

Os gentios são abençoados na fé e não no dizimo. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo”. Ef. 1:3 .

Na Lei, o DÍZIMO era a causa principal da bênção do povo judeu e a bênção era consequência deste DÍZIMO (Malaquias 3.10) A maneira certa do povo judeu contribuir na LEI era dando o Dízimo para ser abençoado.Na GRAÇA, o Sacrifício de Cristo é a causa principal da bênção do povo cristão.

Já somos abençoados em Jesus, temos que conhecer a palavra.

Fiquem na paz.

Dionatan Zibetti

Referencia de pesquisa:

O novo comentário da Bíblia – F. Davidson – Ed. Vida Nova

O novo dicionário da Bíblia – J. D. Douglas – Ed. Vida Nova

Conheça melhor o Antigo Testamento – Stanley Ellysen – Ed. Vida Acadêmica

Neemias e a dinâmica da liderança eficaz – Cyril J. Barber – Ed. Vida

Professor Dalton – Bacharel em Teologia

Dr. José Gomes da Silva Neto – Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia; Doutor em Psicologia Pastoral, Doutor em Psicologia da Religião (Ph.D.); Psicanalista Clínico e Psicopedagogo.

José Adelson de Noronha – http://joseadelson.wordpress.com/tag/dinheiro/

Cléuvis Casagrande – Criador do site conselhos do céu

“o ponto de vista das pessoas acima não necessariamente expressa a minha opinião sobre o assunto pesquisado”

Bíblia de Jerusalém – Ed. Paulus.

Textos citados extraídos da:

Bíblia: Nova Versão Internacional

Bíblia: Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Bíblia: Almeida, Revisada e Atualizada.

Anúncios

Comentários em: "Opinião Pessoal Sobre Dízimo e Oferta" (8)

  1. Júlio C.P. disse:

    Muito profundo o seu estudo sobre os dizimos e ofertas…

    espero voce possa sémpre tranamitir a verdade de Deus nos seus postes e anotações…

    E que o Espirito Santo de Deus possa estar ao seu lado sempre que você for se aperfeiçoar no conhecimento boblico….

    ateh….

  2. Pr. Fernando disse:

    Não concondo com algumas ideias que vocêtenta transmitir nesse estudo meu amado !!!

    Na verdade hà sim uma procura dos pastores para arrecadação, porém esse sentimento está relacionado a engrandecer a obra de Deus e infelizmente é necessario haver recursos financeiros para isso.

    Mas bem, Deus está no controle do seu povo, a palavra de Deus nos fala que DELE, por ELE e para ELE são todas as coisas, e a sua justiça caira sobre todos.

    Gostei muito sobre seus comentarios de maneiras de melhorar sua vida espiritual…

    Deus te de sabedoria e direcionamento meu amado…

  3. JEAN CARLO disse:

    oi eu adorei os estudos sim pq afinal igreja não é leilão e DEUS naum esta a venda ele esta nos corações de cada uns de nois abraços q DEUS te abençoe e de te sempre entendimento…

  4. concordo em genero, numero, grau e dinheiro,rsss

  5. Ola…….gostei muito de ver este estudo pelo Dionatan a tempos atras ele defendia uma tese totalmente diferente dessa e destorcida……….e ateh chegamos um dia a quase discutir no msn.
    HOje fico feliz de ver ele falando desse assunto dessa forma fico felis por ver o Dionatan que fazia o seu melhor pra Deus .voltando a fazer tudo novamente…..fico muito feliz por isso.
    Deus abençoe
    Abraços!!!!

  6. DÍZIMOS

    A versão de João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada, que é a Bíblia da grande maioria da população, registra apenas quarenta e três ocorrências da palavra “Dízimo” (Gênesis 14.20; 28.22; Levítico 14.10; 14.21; 23.13; 23.17; 24.5; 27.30; 27.31; 27.32; Números 18.21; 18.24; 18.26; 18.28; 18.30; Deuteronômio 12.6; 12.11; 12.17; 14.22; 14.23; 14.28; 26.12; 26.14; 2º Crônicas 31.5; 31.6; 31.12; Neemias 10.37; 10.38; 12.44; 13.5; 13.12; Amós 4.4; Malaquias 3.8; 3.10; Mateus 23.23; Lucas 11.42; 18.12; Hebreus 7.2; 7.4; 7.5; 7.6; 7.8; 7.9). Logo, até o mais conservador dos teólogos irá concordar comigo quando digo que isso é tudo o que a Bíblia diz sobre o assunto. A palavra hebraica para dízimo é מעשך (ma’sar), e a encontramos 32 vezes na Bíblia Hebraica, com cinco declinações e em 27 versículos. Seu significado não compreende nenhuma definição teológica, quer dizer simplesmente “a décima parte”, em todas as suas variações possíveis. O mesmo se dá com o radical grego δεκατη (dekate), palavra que a Septuaginta utilizou para tradução de ma’sar. Sendo assim, a primeira definição bíblica que temos de “dízimo” é que ele se trata da décima parte de algo, e ponto. Isso torna antibíblico qualquer ensinamento que vise estipular um “dízimo” numa porcentagem superior ou inferior a esse patamar. Se vamos dar “dízimo” deve ser dez por cento.
    Agora, analisando as passagens vamos descobrir o que é o dízimo. Deixemos de lado momentâneamente os dois versículos de Gênesis, que devem ser estudados à partir da interpretação que o autor de Hebreus deu a eles, e vamos até o livro de Levítico, capítulo vinte e sete.
    “Todos os dízimos da terra, seja dos cereais, seja das frutas, pertencem ao Senhor; são consagradas ao Senhor. Se um homem desejar resgatar parte do seu dízimo, terá que acrescentar um quinto ao seu valor. O dízimo dos seus rebanhos, um de cada dez animais que passem debaixo da vara do pastor, será consagrado ao Senhor. O dono não poderá retirar os bons dentre os ruins, nem fazer qualquer troca. Se fizer alguma troca, tanto o animal quanto o substituto se tornarão consagrados e não poderão ser resgatados” – versos 30-33, Nova Versão Internacional.
    Nessa passagem temos o primeiro mandamento bíblico a respeito do dízimo. Ele diz respeito exclusivamente ao fruto da terra e aos animais do campo. É uma lei relativamente simples destinada a uma sociedade simples, cuja a economia girava em torno da agropecuária. Vejamos um comentário sobre o dízimo no mundo antigo:
    No mundo antigo, geralmente o dízimo era um tipo de cobrança de impostos. Os dízimos eram pagos ao templo e ao rei. Visto que os proventos e a riqueza de uma pessoa não eram primordialmente em forma de dinheiro, todos os bens eram incluídos nos cálculos do dízimo. – Walton, John H.. In: Comentário Bíblico Atos: Antigo Testamento. Belo Horizonte: Editora Atos, 2003. Comentário em Gênesis 28.22, pg. 60.
    Como podemos observar no texto de Levítico essa prática de calcular-se o dízimo à partir do valor total dos bens de uma pessoa não foi imposta na Lei de Moisés, a Torah. Os judeus deveriam apenas dizimar sobre os frutos da terra e os animais do campo, dom natural de Deus, e no caso dos animais era terminantemente proibido oferecer o dízimo sobre a forma de dinheiro. Até aqui nossos estudos dão margem para desacreditar todas essas campanhas que existem hoje para dar-se dízimos de todos os bens que possuímos, a menos é claro que sejamos pecuaristas ou agricultores. A próxima ocorrência de ma’sar no texto bíblico esclarece-nos mais um questão: a quem deveria dar-se o dízimo?
    Disse ainda o Senhor […]: “Dou aos levitas todos os dízimos em Israel como retribuição pelo trabalho que fazem ao servirem na Tenda do Encontro. […] Dou como herança aos levitas os dízimos que os israelitas apresentarem como contribuição ao Senhor”. […] O Senhor disse depois a Moisés: “Diga o seguinte aos levitas: Quando receberem dos israelitas o dízimo que lhes dou como herança, vocês deverão apresentar um décimo daquele dízimo como contribuição permanente ao Senhor. […] Desses dízimos vocês darão a contribuição do Senhor ao sacerdote Arão. E deverão apresentar ao Senhor a melhor parte, a parte consagrada de tudo o que for dado a vocês”. – Números 18.20a,21,24a,25,26,28b.
    Esses versos do livro de Números não somente respondem as nossas perguntas como também acrescentam um fato a nossa discussão. A quem pertenciam os dízimos afinal? O texto deixa claro que não eram os israelitas que “davam” os dízimos aos levitas, era o Senhor, e o povo de Israel era simplesmente o canal de devolução do gado e da safra. Partindo dessas constatações simples, J. D. Douglas concluiu o artigo sobre “Dízimos” do Novo Dicionário da Bíblia:
    A essas leis comparativamente simples do Pentateuco que governavam os dízimos, foi adicionada uma hoste de minúcias que transformou um lindo princípio religioso numa carga insuportável. Essas complexas adições estão registradas na literatura mishnaica e talmúdica. Essa infeliz tendência dos israelitas sem dúvida contribuiu para a convicção que a aceitação perante Deus podia ser merecida através de tais observâncias rituais como o pagamento dos dízimos (Lucas 11.42) mesmo sem a submissão à lei moral da justiça, da misericórdia e da fé (Mateus 23.23s). – Douglas, J. D.. In: O Novo Dicionário da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 2006. verbete “Dízimos”, pg. 358.
    Uma ótima leitura do senhor Douglas e que muito nos ensina sobre algumas realidades vividas hoje. É que muito do que entendemos sobre dízimos e ofertas não está necessariamente nas páginas da Bíblia, mas foi entregue a nós por uma tradição que nem sempre foi fiel aos preceitos da Sagrada Escritura.
    Seguindo a trilha das ocorrências de ma’sar encontramos outra questão importante: o lugar onde deveriam ser entregues os dízimos. O capítulo doze de Deuteronômio fala do lugar de adoração por excelência dos hebreus…
    “Vocês, porém, não adorarão o Senhor, o seu Deus, como eles adoram os seus deuses. Mas procurarão o local que o Senhor, o seu Deus, escolher dentre todas as tribos para ali pôr o seu Nome e sua habitação. Para lá vocês deverão ir e levar holocaustos e sacrifícios, dízimos e dádivas especiais, o que em voto tiverem prometido, as suas ofertas voluntárias e a primeira cria de todos os rebanhos. Ali, na presença do Senhor, o seu Deus, vocês e suas famílias comerão e se alegrarão com tudo o que tiverem feito, pois o Senhor, o seu Deus, os terá abençoado” – versos 4-7, Nova Versão Internacional.
    Esse local foi a cidade de Jerusalém. E aqui encerramos a doutrina do Pentateuco sobre dízimos:
    1º. Deve ser devolvida ao Senhor a décima parte de toda a safra colhida da terra e de todos os rebanhos criados no campo;
    2º. A safra ou o dinheiro arrecadado de sua venda, e os rebanhos vivos devem ser entregues aos levita, para seu sustento pessoal;
    3º. Os dízimos devem ser entregues em Jerusalém.
    Em Deuteronômio 14.28 existe a permissão da entrega do dízimo a cada três anos na cidade onde morava o fiel.
    Agora, perdoem-me a ignorância, mas isso é tudo o que diz a Torah à respeito de dízimos. Então, baseado no que aprendemos até aqui, só podemos dizimar frutas e animais. Contornando esse ponto, para fugir da acusação de radicalismo, admitamos a entrega de dízimos de outros bens (embora seja alheia a Escritura estudada até aqui), mesmo se pudermos dar dez por cento de nossos salários, temos de entregar a um levita! Se algum leitor conhecer um levita, que trabalhe no Templo do Senhor, por favor, me avise. Mesmo admitindo a heresia blasfema de que levitas são os servos de Deus na atualidade que vivem da sua obra (o que arrancaria o livro de Hebreus do Novo Testamento para se tornar verdade escriturística), só poderíamos entregar os dízimos na cidade de Jerusalém, e essa meus amigos, ou está sob bombardeio terrorista ou nos céus… Apostatamos se pensamos de outra forma. Mas vamos amenizar a situação e procurar outras ocorrências de ma’sar.
    Em 2º Crônicas 31.6,12, durante a grande reforma religiosa do rei Ezequias, dízimos voltaram a ser entregues depois de muito tempo. Com três detalhes, claro. Foram entregues dízimos de “todos os rebanhos”, aos levitas que serviam no Templo na cidade de Jerusalém. Nada mudou no que foi aprendido até aqui. Prossigamos, e em Neemias, depois do exílio Babilônico, temos a mesma situação: em 10.37, são entregues os dízimos da terra; em 10.38 e 12.44 eles são entregues na “Casa do Senhor” (o Templo de Jerusalém); em 13.5,12 são entregues os dízimos dos cereais. Tudo isso em Jerusalém, portanto nenhuma novidade. Passam-se todo os livros poéticos e históricos, os grandes profetas Isaías e Jeremias, e nenhuma menção de “dízimos”, até o livro de Amós. O capítulo quatro não é nada agradável, começa chamando seus destinatários de “vacas de Basã”, e no versículo quatro pede que eles continuem pecando e trazendo dízimos regularmente, para dizer no versículo seis que a fome foi uma maldição enviada pelo Senhor. Logo, Amós 4.4 é um péssimo exemplo para utilizar-se na coleta de dízimos em um culto…
    Meu coração mal suportava a ansiedade! Finalmente chegamos em Malaquias. Os escritos desse profeta, que viveu entre 397 e 331 antes da nossa era, o último dos “profetas menores”, são uma pesada denúncia contra um sacerdócio corrompido e um povo iníquo. É particularmente triste que hoje homens de Deus o utilizem para pedir dinheiro às pessoas. Se os motivos que nos levarem a dizimar são aqueles descritos pelo profeta, então temos sérios problemas com Deus, que não serão resolvidos apenas dando nosso dinheiro.
    O fato é que Malaquias 3.8,10 não muda nada do que aprendemos sobre dízimos. Diz-se no verso oito que o homem pode roubar a Deus, e de fato, se os israelitas deixassem de dar seus dízimos, do cereal e dos rebanhos, estariam roubando ao Senhor. No verso dez o povo de Israel é exortado a entregar seus dízimos no owtsar, “tesouro, depósito”, que Almeida traduziu por “Casa do Tesouro” e a NVI por “Depósito do Templo”. Ora, que templo era esse? O de Jerusalém. E para o sustento de quem deveriam ser entregues os dízimos? Dos levitas e sacerdotes. Muda alguma coisa no que foi aprendido até agora?
    É engraçado que a maioria das prescrições da Torah seja ignorada pela grande massa dos evangélicos nos dias de hoje. O sábado não é mais o dia do Senhor, que deve ser celebrado no domingo, mesmo sem haver um só versículo no Novo Testamento que sustente essa afirmação. Podemos comer carne de porco (graças a Deus pelo bacon!) e as mulheres podem participar ativamente dos cultos. Claro, a Lei foi de muitas formas ultrapassada pela graça! Acho muita hipocrisia que o dízimo, a parte que interessa aos bolsos dos pastores na Lei seja tão valorizada. Estamos roubando a Deus se deixarmos de entregar nossos dízimos? Claro, se formos judeus, agricultores ou pecuaristas, e tivermos levitas trabalhando no Templo de Jerusalém para sustentar. Do contrário, a-pos-ta-ta-mos, ao cobrar dízimos como se fossem um mandamento atual.
    O pior não está aí! Quem nunca ouviu que o devorador seria “repreendido” com a paga dos dízimos? Não poderia pensar em mais terrível blasfêmia contra a cruz de Cristo que essa! É que Colossenses 2.15 diz que Jesus despojou todos os principados e potestades, triunfando sobre eles na Cruz. Ou seja, todos os demônios foram derrotados na cruz. Será que o “devorador” não? Apocalipse 1.18 diz que Jesus têm nas mãos as chaves da morte e do inferno. O fato é que se pregamos que o dízimo é o que faz Deus segurar qualquer tipo de demônio estamos dizendo que a cruz não foi suficiente para nos libertar do inferno, e isso é uma terrível heresia.
    Uma vez provado irrefutável e circunstancialmente que não há base alguma no Antigo Testamento para se pedir dízimos nas igrejas de hoje, podemos partir para o próximo passo e encerrar nossa análise completa sobre o que a Bíblia diz sobre esse assunto.
    As primeiras vezes que as palavras gregas para dízimo aparecem no Novo Testamento merecem ser transcritas na íntegra:
    Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei: o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas. – Mateus 23.23, Almeida Corrigida e Fiel.
    Ai de vocês, fariseus, porque dão o dízimo da hortelã, da arruda e de toda a sorte de hortaliças, mas desprezam a justiça e o amor de Deus! Vocês deveriam praticar essas coisas, sem deixar de fazer aquelas. – Lucas 12.42, Nova Versão Internacional.
    Já sei, você acha que me pegou, já que Jesus disse que eles deveriam praticar o amor, o juízo, a misericórdia e a fé, mas sem deixar de dar o dízimo. Devo admitir que o leitor tem razão. Mas espero sinceramente que você não seja um escriba ou fariseu, muito menos hipócrita. Jesus falava para judeus, que deveriam seguir a Lei de Moisés e devolver os dízimos, e esses homens, aliás, davam dízimo de “toda a sorte de hortaliças”, como prescreve a Torah. A menos que o leitor moderno se enquadre na mesma categoria daqueles homens, salva a prescrição de dar a devida importância a valores universais como justiça fé e amor, o mandamento de “fazer essas coisas” (dar dízimo) é uma observação natural de Jesus, um judeu, para os ouvintes judeus do seu discurso. Infelizmente essas palavras nunca deixaram de ser atuais, e muitos “dizimistas” hoje se acham no direito de julgar aqueles que “dão” menos que eles. Mas não precisamos falar sobre eles quando o próprio Cristo já falou. Lucas 18.12 fala de outro fariseu, e não vamos nos ocupar com ele.
    Finalmente chegamos ao segundo ponto esperado com ansiedade por esse autor. O ápice da exegese neotestamentária sobre o dízimo: o livro de Hebreus. O capítulo sete traz cinco ocorrências da palavra para “dízimo”. Toda a linha de raciocínio do autor parte do episódio de Gênesis 14.17-20, onde Abraão entrega dízimos a Melquisedeque. Ele explica a natureza da necessidade dos dízimos (v. 5): “A Lei requer dos sacerdotes dentre os descendentes de Levi que recebam o dízimo do povo, isto é, dos seus irmãos”. Aprendemos que isso é verdade e porque deve ser assim. Mas o mais interessante não está aí, e sim à partir do verso onze:
    Se fosse possível alcançar a perfeição por meio do sacerdócio levítico (visto que em sua vigência o povo recebeu a Lei), porque haveria necessidade de se levantar outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque e não de Arão? Certo é que, quando há mudança de sacerdócio, é necessário que haja mudança de lei. Ora, aquele de quem se dizem estas coisas pertencia a outra tribo, da qual ninguém jamais havia servido diante do altar, pois é bem conhecido que nosso Senhor descende de Judá, tribo da qual Moisés nada fala quanto a sacerdócio. […] A ordem anterior é revogada, porque era fraca e inútil (pois a Lei não havia aperfeiçoado coisa alguma), sendo introduzida uma esperança superior, pela qual nos aproximamos de Deus. – Hebreus 7.11-17;18,19, Nova Versão Internacional.
    O leitor honesto consigo mesmo irá concordar que o assunto de que se fala do versículo onze em diante é continuação dos enunciados que se deram até ali. Portando, primeiro se falou de dízimos, como exemplo absoluto da Lei, agora fala-se da revogação do sacerdócio, a quem era destinado dar-se os dízimos, e da própria Lei. Ora, se a Lei e o sacerdócio que ela trazia foram revogados, e isso é um fato incontestável, como sustentar que ainda devemos dar os dízimos pelos motivos descritos, por exemplo, em Malaquias 3.10?
    Hebreus é perfeitamente claro em afirmar que a Lei, inclusive o dízimo e os “levitas” foram REVOGADOS, SUBSTITUÍDOS por Cristo. Ora, caros leitores, isso torna nossas últimas três mil palavras desnecessárias. Mas com certeza os mais doutos que me leêm irão recorrer a passagem de Gênesis 28.22, onde Jacó promete dar o dízimo de tudo o que o Senhor lhe abençoar. Ótima observação caro leitor atento e conhecedor da Escritura, mas infelizmente (para você e para os pastores que vivem do dízimo dos incautos fiéis), acredito que não poderás me responder sobre a quem e aonde Jacó entregava seus dízimos. Já que não havia sacerdotes nem templos nas regiões em que ele morava durante a época em que viveu. O mais sensato de dizer-se sobre essa passagem, e concordam comigo os comentários, é que como Jacó era pecuarista, os dízimos que ele entregava eram todos convertidos em refeições sagradas e sacrifícios ao Deus de seus pais. Ou seja, havia muito churrasco e muita carne queimada nas tendas de Jacó.
    Perdoe-me o leitor, mas esse assunto é por demais amplo, e acabou gastando-se mais espaço que o habitual desta coluna. Claro que ainda não terminamos, precisamos falar das ofertas, do contrário os pastores ainda terão como anunciar ao mundo a mentira de que o nosso grande Deus está passando por problemas financeiros. Aprendemos nessa coluna de hoje que pedir dízimos é uma apostasia moderna, que foi desmascarada diante de nossos olhos, com firme apoio do Novo Testamento.
    Apostatamos! sempre que pedimos dízimos em nossos cultos. Aprenderemos mês que vem contudo que não é bem essa festa que você pode estar fazendo nesse momento. Não devemos deixar de honrar a Deus com nossas finanças, mas a maneira como isso vem sendo abordado pelas igrejas atualmente é uma apostasia à parte. Até a próxima coluna, e aceito sugestões de frases de músicas evangélicas que falem a verdade sobre ofertas. QUE DEUS ABENÇOE A TODOS.

  7. Olá, a paz Dionatan Zibetti!

    Em face do artigo veiculado acima, gostaria de convidar o amigo a ler um TCC acadêmico/teológico sobre o dízimo que está postado no site [ http://www.reformaja.org ] no link “arquivos”: A sombra do Templo no Dízimo e na Igreja.

    Também acreditamos que o material produzido faça parte do vosso ambiente de estudo e análise. Por esta razão, leia a pesquisa até o fim se for possível, pois o desenvolvimento do texto é realmente “desafiador”…

    Um abraço!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Nuvem de tags

%d blogueiros gostam disto: